Qual o propósito deste Curso? É uma pergunta interessante que pode ser direcionada a mim que o criei e a você que está fazendo. Qual a razão que nos motivou? Bom, as suas razões eu poderei conhecer no decorrer do curso, quando conversarmos, mas as minhas são bem simples. Eu quero contribuir de alguma forma. Aprendi que não há diferença entre "dar" e "receber". Então, eu quis compartilhar meu pouco conhecimento e experiências, pois podem ser de alguma valia a alguém.
Pois bem: o sapato a ser usado como pontapé inicial do seu projeto de solado já está em mãos, o prazo já foi combinado com o cliente (para ontem, é claro), e você já sabe de qual matéria-prima será o solado, bora desenhar? Só mais uma coisinha: vou aproveitar a oportunidade para comentar o que penso daquilo que chamam por aí de inspiração, epifania, sacada. Olha, não espere se sentir “inspirado” para realizar seu desenho. O que eu pude perceber ao longo dos anos, é que existe em determinados momentos uma sensação de extremo prazer e felicidade no momento em que estamos desenhando e tudo parece se encaixar, os traços parecem sair sozinhos e sem esforço da lapiseira. Sim, isso existe. Agora, acreditar que essa é a regra, que sempre acontece assim, aí é ilusão. Digamos que você ainda não tem em mãos algum projeto para criar. A sugestão que dou é simples: dentre os calçados que você possui, separe um tempo para decifrar como ele é feito, quais partes compõem seu solado, se recon...
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05 - O PROCESSO CRIATIVO
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PROCESSO CRIATIVO é um passo a passo que você deve
seguir para cada projeto. O processo criativo varia muito de profissional
para profissional, e no meu caso ele possui 5 passos: Briefing do Cliente,
Pesquisa Imersiva, Croquis, Seleção e Escolha.
BRIEFING DO CLIENTE: coleta de informações do cliente
referente ao projeto a ser desenvolvido.
PESQUISA IMERSIVA: a partir de tudo que você absorveu
sobre o projeto, agora é partir para a pesquisa das referências.
Pesquise marcas concorrentes, design de faróis de carros, relógios.
Olhe em locais diferentes, fuja dos lugares comuns de pesquisa,
que são os sites de calçados mais conhecidos. Olhe lá também,
óbvio, mas seja determinado, aprenda palavras-chave em inglês,
por exemplo e use para buscar imagens diferenciadas. Crie uma pasta no
computador para salvar as pesquisas referentes a cada tipo de projeto. Não
tenho uma regra de tempo para aplicar aqui, mas acredito no seguinte:
prefiro ter dificuldade em selecionar as referências por serem muitas do que a
dificuldade de selecionar por serem poucas imagens. Não seja
econômico.
CROQUIS: aqui o que eu faço é colocar em
exibição de slides a pasta de imagens selecionadas e começo a rabiscar os
croquis. Eventualmente pauso uma imagem ou outra para ver detalhes. Se
vou apresentar 02 sugestões de solado, eu gosto de fazer pelo menos 04
croquis, e selecionar os 02 que eu mais me sentir seguro em relação a
eles. Releio o briefing, olho os croquis escolhidos e decido se
passo para o próximo passo ou se faço mais croquis ou pesquisa.
SELEÇÃO: neste ponto seleciono os 02 croquis
que serão passados a limpo e apresentados ao cliente. Gasto um tempinho olhando
para eles, repassando mentalmente a conversa com o cliente e
me certificando de que vou apresentar desenhos coerentes e que não são
cópias.
ESCOLHA: os desenhos que se destacaram na
seleção são revisados e as fraquezas de cada um deles é repensada para ser
corrigida. Feito isso o próximo passo é passar os croquis escolhidos
a limpo, usando régua, gabaritos e curva francesa. Aqui posso apresentar
o desenho manual com cores e texturas ou transferir o desenho para o
computador, trabalhando cores, texturas e volumes com mais realismo.
Dependendo do seu cliente, ele já possui um olhar que compreende o traçado
técnico, identifica altos e baixos relevos e enxerga como você o que está
desenhado à mão.
Um detalhe importante: o
desenho no computador pode maquiar uma idéia pobre e convencer a você e seu
cliente que o projeto ficou bom pelo fato do desenho estar “bonito”. Tome
EXTREMO cuidado com isso: seja muito exigente consigo mesmo. O ideal é que
o projeto seja uma boa idéia desde sua concepção. Que ele realmente seja
de seu agrado, seja sua melhor proposta para aquele briefing,
aquela demanda. Os passos seguintes do processo de maquetaria e matrizaria
irão apenas revelar mais qualidades de seu projeto, de modo que a
expectativa do seu cliente seja positivamente superada ao ver o produto
pronto, e ao olhar seu desenho notar que já estava tudo ali contido. Digo
isso pois uma idéia maquiada pelo computador será revelada em detalhes na
maquetaria e produção. E neste ponto da história, seu cliente pode se
sentir de certo modo enganado por aquilo que foi apresentado a ele. No melhor
cenário, seu cliente irá ficar um pouco desconfiado com seu trabalho, mas ainda
assim pode te dar outra oportunidade. No pior cenário, ele perde a
confiança em seu trabalho e faz questão de comentar isso com o networking
dele, o que irá gerar imenso prejuízo a você. Ou seja: NUNCA entregue um
trabalho sobre o qual você não esteja convencido de ser sua melhor proposta.
Mestre Jota certa vez me disse algo mais ou menos assim: quando você
entrega um trabalho, a energia dele entra em uma esteira que sempre volta
para você. Se você colocar energia ruim, ela vai voltar. Então, sempre
alimente a esteira com SEU MELHOR. A seguir, assista a aula em vídeo abordando o PROCESSO CRIATIVO:
Abordando rapidamente a questão das formas de calçados, existem formas plásticas , que basicamente são geradas a partir de uma matriz e que foi definida pelo estilista em suas características e a partir dela se escala os números maiores e menores. Importante salientar que muitas marcas possuem escalas de tamanho particulares, no sentido que se você comparar, por exemplo, um solado de número 40 de uma determinada marca, ele poderá ser 42 em outra e até mesmo 39 em uma terceira marca. Assim, é importante conhecer a escala de numeração de seu cliente para trabalhar seu design em cima do número base da coleção.
Eu posso imaginar sua ansiedade em “começar logo o desenho”. Mas acredite em mim: estas etapas prévias visam justamente criar uma base sólida em sua criação de solado, algo que vai muito além do simples: “vi em um sapato e achei bonito e fiz uma versão”. Haverá ocasiões onde você deverá defender seu projeto, sua proposta para tal solado e as bases de pesquisa e referência irão ajudar a argumentar. É óbvio que você vai fazer tal defesa de modo educado, polido e humilde. Só não pode fazer de modo desinformado. Pois, se você por acaso chegar a convencer seu cliente a apostar em sua proposta e o resultado for ruim, você está preparado para arcar com as consequências dessa escolha? Pois é, este é outro lado do trabalho com desenho de solados que eu preciso abordar ANTES mesmo de você desenhar qualquer coisa: existe a necessidade de uma entrevista, um briefing, onde o cliente vai lhe fornecer o máximo possível...
Anabela É um tipo de salto . É o tipo de solado sem salto definido ou com salto minúsculo. Creeper Calçado com solado de estilo plataforma sem salto e parecidos com o All Star da Converse. New Sneaker Tendência que tem se estabelecido, um tênis de visual pesado, estranho. A marca que encabeça é a Balenciaga. Meia Pata Calçados que possuem a sola separada em duas partes, salto e frente. Social Calçado fino de uso social com solado que pode ser de couro ou outro material e possui salto e planta bem definidos. Hiking / Treking Calçados de uso em trilhas e caminhadas na natureza, ambiente acidentado e diversificado. Alguns deles são resistentes a água. Sandália / Chinelo Sandália do tipo havaianas, feita em material emborrachado.
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